Gigantes de Aço
Com a expectativa certa, filme entretém e emociona
13/10/11 às 00:00 - Por Claudia Ideguchi
Gigantes de Aço
Real Steel
Estados Unidos, Índia , 2011 - 127 min. Ação, Drama, Ficção Científica.
Direção: Shawn Levy
Roteiro: John Gatins
Elenco: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lilly, Anthony Mackie e Kevin Durand
Sinopse: Num futuro não muito distante, as lutas de boxe já não são mais travadas entre seres humanos e sim através de robôs enormes. Neste ambiente, Charlie é um ex-boxeador falido que acaba sendo chamado pela Justiça por causa da morte da ex-namorada e a guarda do filho deles. Mas Charlie nunca teve contato com Max e por isso, prefere que ele fique com a cunhada. No entanto, o garoto aos poucos vai conquistando o coração do lutador.

Se você espera um filme literal sobre gigantes de aço e a ação desenfreada que o nome sugere, nem pense em gastar seu dinheiro indo ao cinema: "Gigantes de Aço" é um filme sobre família.

A premissa é bastante interessante, com todo o enredo se desenvolvendo em um futuro próximo onde o boxe deixou de existir como conhecemos e em seu lugar robôs de mais de dois metros entram em cena para lutar no ringue. Nesse contexto somos apresentados à Charlie Kenton (Hugh Jackman) um ex-boxeador que agora tenta sobreviver nessa nova realidade e claro, falha miseravelmente. Cheio de dívidas e sem conseguir vencer uma luta, Charlie acaba descobrindo que sua ex-namorada morreu e Max (Dakota Goyo), o filho de 11 anos que ele nunca conheceu vai precisar de um lar.

 

Fim. Nesse ponto você consegue adivinhar o andamento de todo o filme, consegue prever do começo ao final o que vai acontecer e por mais estranho que possa parecer não é necessariamente uma coisa ruim. Como em todos os filmes familiares, importa muito pouco a conclusão e muito mais o desenvolvimento, a jornada que pai e filho constróem com o passar do tempo. É um daquele filmes que você sabe exatamente a próxima coisa que vai acontecer, mas quer ver mesmo assim. Ajuda que as atuações de Jackman e Goyo sejam cativantes, para dizer o mínimo.



E também tem os robôs. Porque apesar de não serem o foco principal do longa, ainda são uma presença importante e marcante no filme com lutas espetaculares e empolgantes. Apesar de serem robôs controlados pelos homens, em determinado momento existe uma estranha sensação carismática vindo deles e logo o robô Atom se torna tão protagonista como Charlie e Max. Acompanhamos a jornada de superação dos três - Charlie, Max e Atom - e ao final é até possível se emocionar com o desfecho previsível.

Isso posto, o filme é bom. Com a expectativa correta é mais do que bom e realmente entretém. Vale levar a família toda e se deixar cativar pelos artifícios óbvios e clichês que o longa utiliza. Dirigido por Shawn Levy (Uma Noite no Museu), o elenco conta ainda com Evangeline Lilly (LOST), Anthony Mackie (Qual Seu Número?) e Kevin Durand (X-Men Origens: Wolverine).

Autor da crítica
Claudia Ideguchi
Jornalista que queria ser bailarina ficou feliz com as danças que a informação dá e com o jogo de cintura que a notícia pede. Ou se dança conforme a música ou se vê os outros dançarem com seu parceiro favorito. Amante do lado B do cinema blockbuster, não perde a chance de ver o novo arrasa-quarteirão do mercado ou dar aquela suspirada na comédia romântica previsível.