Valente
A rebelde princesa de cabelos de fogo também vai te cativar
20/07/12 às 16:10 - Por Claudia Ideguchi
Valente
Brave
Estados Unidos , 2012 - 100 min. Ação, Animação, Aventura.
Direção: Mark Andrews
Roteiro: Mark Andrews
Elenco: Emma Thompson, Kelly Macdonald, Billy Conelly e Kevin McKidd
Sinopse: A mítica Escócia é o cenário da nova animação da Pixar. Embora filha da nobreza, Merida preferiria entrar para a história como uma arqueira de sucesso. Confrontando os desejos de sua mãe, a princesa toma uma atitude impensada, que coloca em perigo o reino e a vida de sua família. Agora ela precisa lutar contra as forças da natureza, da magia e de uma maldição sombria para consertar seu erro.

A Pixar conseguiu mais uma vez. A nova animação dos estúdios, Valente, é um impressionante trabalho que envolve e cativa do começo ao fim. Contando a história da Princesa Merida, que quer fazer qualquer coisa menos casar, o filme nos entrega uma protagonista para lá de cativante e interessante. Munida com seu arco, Merida é independente e autêntica, sem ser masculina ou cair em qualquer clichê do gênero. 

 
Desesperada para mudar seu caminho, que parece certo, a princesa acaba seguindo seus desejos e encontra uma senhora que tem o poder de conceder tudo que Merida mais quer no mundo: que sua mãe seja diferente e que não a obrigue a casar. Acontece que nem tudo que desejamos é o que realmente precisamos, e após cometer um terrível erro, a princesa de cabelos ruivos precisa correr contra o tempo para salvar sua família e seu próprio destino.
 
Sempre uma ótima contadora de histórias, a Pixar explora elementos bem conhecidos das histórias encantadas e o faz com sabedoria. Claro que exatamente por se tratar de um conto sobre uma princesa, a narrativa como um todo é bastante previsível e o final não vai surpreender ninguém. Mas nesse caso, e somente nesse caso, não tem problema. Isso porque todo o filme se desenvolve de maneira agradável e lúdica, fazendo com que você abrace as personagens e suas vidas, não interessado no final ou nos objetivos empreendidos e sim em passar um tempo com aquelas pessoas fictícias.
 
 
Com uma protagonista fortíssima, ainda somos brindados com personagens coadjuvantes interessantes, como os trigêmeos que são os maiores cúmplices da irmã. Os pais de Merida são um espetáculo a parte: O Rei Fergus, com seu enorme corpanzil e sua repetitiva história de como perdeu a perna entende como ninguém a verdadeira natureza da filha, enquanto a Rainha Elinor, que está sempre chamando atenção de Merida para se comportar como uma princesa, acaba rendendo as maiores risadas do filme. E também as maiores lágrimas.
 
Porque se tem algo que a Pixar sabe fazer é chorar, mas com uma delicadeza e qualidade que poucas vezes se vê no cinema. Você não se emociona porque uma atmosfera de tristeza acontece, muito pelo contrário. As lágrimas acabam vindo tímidas pela beleza do momento, pela superação de um obstáculo ou na força de um discurso.
 
Com muita sutileza, Merida e sua família entram como filme obrigatório para todas as crianças, mas principalmente para os adultos. Acredito que, ultimamente, um pouco de magia e fantasia seja exatamente o que estejamos precisando.
 
Autor da crítica
Claudia Ideguchi
Jornalista que queria ser bailarina ficou feliz com as danças que a informação dá e com o jogo de cintura que a notícia pede. Ou se dança conforme a música ou se vê os outros dançarem com seu parceiro favorito. Amante do lado B do cinema blockbuster, não perde a chance de ver o novo arrasa-quarteirão do mercado ou dar aquela suspirada na comédia romântica previsível.
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