Senta Lá #07 - Shinobi: A Batalha
13/06/12 às 20:05 - Por Jefferson Kayo


O dia dos namorados acabou de passar, mas acho que muita gente vai comemorar a data durante a semana toda. Para entrar no clima, nada mais justo que lhes passar a dica de um filme "romântico". Mas lhes pergunto: é romântico, também, ter um amor à sua espera mas não poder usufruir dele?
 
Em uma comparação direta, Shinobi: A Batalha (Shinobi - Heart under Blade, 2005) é como se fosse um Romeu e Julieta japonês, mas com ninjas - o que torna tudo infinitamente mais legal. Dois clãs lendários, Kouga e Iga - e que realmente existiram na vida real - mantém-se em uma constante disputa devido a proximidade de suas terras. No passado, ambos os clãs serviam de armas para que os Xoguns disputassem o total controle do Japão, mas com o fim da guerra, esses super ninjas tornaram-se irrelevantes - e perigosos - para o governo vigente do país, regido por Ieyasu Tokugawa.
 
Eis que o próprio Tokugawa resolve alimentar essa ríspida disputa entre os clãs e organiza um torneio para eleger o mais forte entre os ninjas de ambos os clãs. Na real o que ele queria mesmo era acabar com as duas vilas de uma vez por todas e respirar aliviado, sem a constante ameaça dessa elite mercenária que, supostamente, poderia ser contratada por qualquer um que quisesse mal ao Xogunato vigente. Mas onde está o romance?
 
Era uma vez, numa vilinha escondida e secreta...
 

... Dois ninjas que se apaixonaram. E não eram quaisquer uns. Eram os atuais líderes de Iga e Kouga. Mesmo vivendo em constante guerra, por alguma razão o destino resolveu juntá-los (brega). E é lógico que ambos não podem ficar juntos por causa dessa disputa toda. O que eles fazem, então? Saem escondido, claro.
 
O problema disso é quando esse tal "campeonato" para escolher o ninja mais poderoso tem início e acaba de uma vez com a paz patrocinada entre os vilarejos. Com o início do banho de sangue, sobra espada para todo mundo. E cada um com uma técnica mais apelativa que outra. Um imortal, outro que usa os cabelos como lâminas, uma ilusionista, uma especialista em venenos e por aí vai. O casal proibido, no entanto, possui uma técnica especial passada através das gerações, e que não pode ser copiada. Cada um deles é portador de uma técnica ocular especial - e absurdamente apelona.
 
E como se as ironias que já existem não fossem suficientes, as técnicas oculares de ambos se auto anulam caso sejam postas uma contra a outra. Gennosuke Koga e Oboro são a chave para a salvação ou a completa destruição dos seus respectivos clãs.
 
Shinobi - A Batalha foi bem em termos de bilheteria e sucesso de público. No Japão ele ainda conquistou o prêmio de Melhor Ator e Melhor Atriz em dois festivais (Kinema Junpo e Yokohama Film Festival). Joe Odagiri, um dos queridinhos do Japão - o cara foi o primeiro Kamen Rider da nova geração - e Yukie Nakama - a garota é uma cantora famosa que entre outros trabalhos, cantou a música tema de Rockman X4 - levaram os prêmios sem muito suadouro.
 
Um bom filme, até que romântico. E dá para enganar a namorada com um "é quase um Romeu e Julieta". Esquemão!
 
Autor do especial
Jefferson Kayo
Jornalista de joguinho e pseudo apresentador do Go! Game. Nutre em seu peito um sentimento de nostalgia para os botecos com fliperamas e do escambo entre um passe de ônibus e três fichas. Também acha que Smash Bros. não é jogo de luta.
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