Lego Batman 2: DC Superheroes
Os maiores heróis da Terra, diminutos
12/07/12 às 20:16 - Por Jefferson Kayo
PC Xbox 360 Playstation 3 Wii Nintendo 3DS Nintendo DS PSP PS Vita
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Difícil encontrar uma série com mais appeal que essa temática da LEGO. Colocar heróis distintos no formato de bloquinhos foi uma sacada genial. Indiana Jones, Piratas do Caribe, Guerra nas Estrelas, Harry Potter, e claro, Batman, todos repletos de carisma, com suas peculiaridades caricaturizadas de uma forma que agrada crianças e adultos. LEGO Batman 2: DC Super Heroes inova e sobe mais um degrau na escala evolutiva da franquia, agora fazendo com que os personagens deixem os murmúrios tradicionais da série LEGO e conversem de verdade. Ah, tem também essa coisinha de mundo aberto, cheguei a comentar?
 
O Cavaleiro das Trevas Ressurge
 
O mais legal de LEGO Batman 2 é esse contraste da atmosfera tradicional das histórias do morcegão, sombrio, cheio de vilões assustadores, mas todos como peças de LEGO, adoráveis. O Batman ranzinza, sempre irritado com o jeito 'amigão' do Superman é hilário. Por falar nisso, o subtítulo DC Super Heroes adiciona toda a Liga da Justiça ao jogo. Lógico que eles não estão disponíveis desde o começo do game, mas à medida que vão aparecendo, as coisas só vão ficando mais divertidas.
 
Na trama atual, durante uma investida do Coringa, Arlequina, Duas Caras, Charada e outros vilões icônicos do Batman em um evento que escolheria o Homem do Ano de Gotham City. Na disputa, o bilionário Bruce Wayne e o candidato a presidência do país, Lex Luthor - é, o próprio. Depois de prender todo mundo - e do Coringa roubando o relógio do Lex -, é que as coisas realmente vão esquentar.

 
Lex Luthor criou uma arma que consegue desmontar, sem esforço, qualquer bloco preto que apareça em seu caminho. Para o nosso super herói, que aderiu a cor como a sua preferida, é caixão na certa. O problema, no entanto, é a fonte de energia usada por essa arma: kryptonita. Como o meliante não possui tal material em fartura, ele pede ajuda à única pessoa faria sentido à trama, o Coringa. Juntos, e com um robô gigante abastecido dos restos de Kripton, os vilões vão desencadear a loucura na cidade.
 
Os diálogos falados, ao invés de murmurados como de costume, dão um charme extra ao game. É claro que a sensação de uma obra universal, que conseguia fazer a criança e o adulto entenderem algo da mesma forma - e no caso de pessoas que não possuem a língua inglesa como nativa - seja eficiente e condizente com a proposta da série, as vozes e os diálogos do jogo ficaram muito bem feitos. Provavelmente a faixa etária do jogo subiu alguns anos, mas da mesma forma que pode ser uma barreira para os mais novos (acreditem, não é tanto assim), também é um chamariz aos mais velhos.
 
Quando o bicho pega, chame a Liga da Justiça
 
Um dos pontos altos do game é a chance de podermos jogar com alguns dos principais integrantes da Liga da Justiça. Lanterna Verde, Mulher Maravilha, Flash, Ciborgue e Superman - além dos personagens secretos, é claro (Mulher Gavião, Gavião, Caçadora, Batgirl, Poderosa, etc) - são muito bem vindos ao elenco de personagens jogáveis e fazem jus aos seus superpoderes. Fica tudo mais fácil, por exemplo, voar por todo o cenário com o Superman, consertar caminhos (com peças verdes) com o Lanterna Verde e esmurrar inimigos com a Mulher Maravilha. É lógico que o jogo funciona de tal maneira, que precisamos estar com o Batman para vestir aquela roupa à prova de eletricidade, ou o Robin e sua vestimenta anti-tóxica para misturar fluídos em algum quebra-cabeça mais elaborado.

 
Existem vantagens em utilizar personagens extras ao invés de roupas especiais. É possível usar o magnetismo do Ciborgue e dispensar a roupa especial do Robin, ou o sopro gelado do Superman para congelar cascatas e o Laço Mágico da Mulher Maravilha para puxar alguns objetos e fechar aquela fase que antes não era possível.
 
E não são apenas os heróis que podem ser utilizados. Vilões e alguns civis podem também fazer parte do seu elenco de personagens. Basta que você os encontre e compre a sua utilização com aquelas moedinhas de LEGO. Cada um deles possui uma utilização específica, seja na construção de um tipo exato de bloco ou destravando caixas com logos indicativos.
 
Uma cidade de blocos
 
LEGO Batman 2: DC Super Heroes o coloca dentro de uma Gotham City completamente explorável. Avenidas, becos escuros, terraços de prédios, parques de diversão, zoológicos e até o Asilo Arkham, você pode visitar quase qualquer lugar da cidade fictícia. Seja a pé, utilizando um veículo (terrestre, aquático ou aéreo) ou visitando localidades específicas com a ajuda dos computadores espalhados pela cidade, o tour por Gotham está garantido.


 
Para a exploração livre, o esquema de jogo acaba ficando parecido com o tradicional, econtrado nas fases do game. Desafios que exigem o trabalho em equipe, roupas especiais e o puxar de alavancas na hora certa, mas como prêmio apenas os blocos dourados, colecionáveis. Dá para desencanar de tudo e ficar só passeando com o seu Batmóvel também, o que pode comprometer o andamento da sua missão de alcançar os 100% do game.

Se não bastasse tudo isso, e você, bilionário e dono de inúmeros super veículos, quiser dirigir um simples carro de passeio, uma ambulância, um camburão de polícia ou até mesmo um caminhão de lixo, basta exercer aquele comando básico aprendido em GTA e pegar um desses carros, perdidos pela cidade. Dá para encontrar outros veículos, tão impressionantes quanto os seus, mas é preciso gastar umas moedinhas de LEGO para habilitá-los na sua garagem.
 
No caso dos personagens extras, também adquiridos durante a exploração livre, você só precisa encontrá-los na cidade, derrotá-los e comprá-los com suas moedinhas de LEGO. Alguns, como Brainiac, são tão invencíveis que exigirão um herói tão apelão quanto (Superman dá conta do recado, fácil). O esquema funciona com base nos computadores secretos espalhados por Gotham. Eles são uma espécie de radar, e vão desanuviando a cidade à medida que encontrados e acionados. 

 
LEGO Batman 2: DC Super Heroes é uma experiência bacana. Serve como um novo início à série LEGO - com outros jogos chegando com vozes e mundo aberto -, não esquecendo a parte que mais lhe é característica. Piadas 'fofinhas', qualidade gráfica superior aos demais jogos do gênero, uma quantidade aprazível de personagens e participações especiais e uma exploração pós-game que o deixará entretido por muitas horas. Se ainda não experimentou nenhum, LEGO Batman 2 é uma excelente escolha.

Lego Batman 2: DC Superheroes

Avaliado no: Xbox 360
Disponível também para: PC Playstation 3 Wii Nintendo 3DS Nintendo DS PSP PS Vita

9.0

Ótimo

Lançamento: 2012

Produtora: Traveller's Tales

Distribuidora: Warner

Jogadores: 1-2

Gênero: Ação, Aventura

DO QUE GOSTAMOS

Elenco de personagens
Uma Gotham City inteira de LEGO
Diálogos falados

DO QUE NÃO GOSTAMOS

História curta
Muitos personagens que só são liberados após o final
Autor da análise
Jefferson Kayo
Jornalista de joguinho e pseudo apresentador do Go! Game. Nutre em seu peito um sentimento de nostalgia para os botecos com fliperamas e do escambo entre um passe de ônibus e três fichas. Também acha que Smash Bros. não é jogo de luta.