Need For Speed Hot Pursuit
Dos criadores de Burnout, a verdadeira velocidade
19/11/10 às 00:00 - Por Jefferson Kayo
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Corrida para quem gosta de correr. Para aqueles que não se importam com freios, trocas de marchas, nada além do simples pressionar estúpido do R2 (ou RT), tirando rivais da pista como numa Corrida Maluca, no entanto, sem a Penélope Charmosa. No seu lugar, Bugatti Veyron, Lamborghini e um Ford Shelby GT500. Uma troca justa.

Menos tudo, mais corrida

Primeiro: Esqueçam os tunners, com seus carros adesivados e personalilzados. No máximo, o jogador pode escolher a cor do veículo (e isso não vale para a campanha policial). Afinações, como tempo de marcha, chips, intercoolers, turbos e superchargers, não fazem mais parte de NFS. Você escolhe uma pista, um carro e uma cor. Em seguida, a adrenalina corre solta nas rodovias de Seacrest County, condado fictício de Hot Pursuit.

Seja de dia, de noite, ao crepúsculo ou na alvorada, através da tormenta ou da benfazeja, a quantidade de variações climáticas agrada, meclando-se perfeitamente na construção das pistas, sempre uma variação do todo em uma versão menor. Certas missões, principalmente as que envolvem perseguições, as restrições cenográficas simplesmente não existem, aí é no relógio que você precisa ficar de olho.

Sendo um corredor, sua tarefa é ser mais rápido que seus adversários e perseguidores. Certos modos são restritos a uma simples linha de chegada. Outras vezes, graças à popularidade alcançada, policiais tão insanos quanto você partem em busca da sua cabeça visando a própria promoção na carreira. Eles são brutos, pouco ligam se o carro usado por você é zero ou importado, apenas almejam a sua aposentadoria precoce.

Os policiais do condado de Seacrest jogam sujo. Ao todo, são quatro as suas especialidades: Spikes na pista, arremessados do parachoque traseiro, bloqueios rodoviários, disparos de EMP (pulso eletromagnético) e um helicóptero. Como corredor você também dispõe de alguns artifícios. Os mesmos spikes e disparos de EMP da polícia estão à sua disposição, mas suas melhores armas são exclusivas. Um sinal de antifrequência, que atrapalha todos os sistemas de navegação dos seus algozes e um Turbo especial, que o impulsiona muito acima das velocidades permitidas e verosímeis.

Quando acelera ilegalmente, você põe sua cabeça a prêmio. E como policial, cada quilômetro percorrido gera pontos para uma bonificação. E assim o modo carreira de NFSHP se desenvolve. Os pontos obtidos - por ambas as 'raças' - liberam novos modos de corrida e categoria de veículos. Convenhamos, não seria justo colocar um Aston Martin DBS fugindo de um Ford Crown Victoria.

Muitos amigos e inimigos

O Autolog, rede social imbuída no próprio game e exclusiva para o mesmo, foi um daqueles momentos inspirados por musas dos desenvolvedores da Criterion. Simples, eficiente e muito divertido, ele possibilita o jogador de Hot Pursuit a ficar sempre ligado ao que acontece no jogo, mesmo quando não está conectado na PSN ou à Live.



Derrube recordes, desafie ou seja desafiado, não importa. O jogo cria uma teia de informações que afeta não apenas você, mas seu amigo e os amigos dos seus amigos. A cada recorde batido, uma espécie de plantão de notícias avisa que você não é mais o bam-bam-bam, perguntando se é a sua vontade ir lá e tomar de volta o trono de rei o qual lhe pertence por direito. Um simples atalho (R2) e você está lá, para a reconquista do título.

Conversar com amigos via mural também é bastante extasiante. Retificando, humilhar o adversário é extasiante. Depois de vencer uma corrida, é possível postar sua mensagem no mural, já antecipando possíveis embates. Você ainda pode associar uma imagem à mensagem, com a ajuda do recurso de captura de telas que HP disponibiliza. É quase mágica, como a abreviação sugere, só que não é. Pura tecnologia.

Tudo que é feito no Autolog via jogo pode ser visto de qualquer computador. Basta acessar o site oficial e ler mensagens e desafios. Sua galeria de fotos também estará disponível, assim como os demais status do modo carreira (esses marcadores, porém, ainda não estão online). É para não deslogar nunca mais.

A jogatina online acontece sem pormenores. Todos os modos de jogo reunidos em um lobby - exclusivo para amigos, se preferir - e à sua disposição. É um pouco desfavorável, por exemplo, disputar perseguições policiais em mundo aberto. Não há tempo como na versão offline, o que pode prolongar uma disputa por horas. Jogdas sujas como inversão de direção, gira-gira no quarteirão e pirralhices costumeiras também fazem parte, depedendo da habilidade os corredores.

Do passado para as gerações futuras

Need For Speed Hot Pursuit é um daqueles casos que buscam inspiração no passado para agradar as gerações atuais, febris de atualizações tecnológicas praticamente semestrais. Quem jogou a versão de 2002, da EA Black Box, nota claramente algumas referências. Quem não jogou costuma compará-lo (obviamente) com Burnout. Um tanto quanto injusto, mesmo com suas honestas semelhanças - afinal, falamos da Criterion, instruída e famosa por criar um jogo de corridas insandecidas que favoreciam as batidas mais desastrosas -, mas ele não trai suas origens. É Need for Speed de corpo e alma. Exatamente o que queríamos.

Need For Speed Hot Pursuit

9.0

Ótimo

Lançamento: 16/10/10

Produtora: Criterion Games

Distribuidora: Eletronic Arts

Jogadores: 1-8

Gênero: Corrida

DO QUE GOSTAMOS

Corridas (realmente) em alta velocidade
Um mapa grande e variado
Bom acervo de veículos

DO QUE NÃO GOSTAMOS

Muitos carros exóticos e poucos 'tunners'
Trilha sonora deixou a desejar
Autor da análise
Jefferson Kayo
Jornalista de joguinho e pseudo apresentador do Go! Game. Nutre em seu peito um sentimento de nostalgia para os botecos com fliperamas e do escambo entre um passe de ônibus e três fichas. Também acha que Smash Bros. não é jogo de luta.