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Pokémon Conquest
Novo cenário para os monstrinhos já conhecidos
05/07/12 às 19:05 - Por Julianna Isabele
Nintendo DS
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Nobunaga's Ambition
é uma franquia da Koei conhecida por ser um simulador tremendamente detalhista do sistema econômico, político, diplomático e militar do Japão no século 16. Não é um tema abrangente para grande parte do público mais "casual" da Nintendo, o que fez com que a empresa tentasse adaptar a temática do Japão feudal ao Nintendo 3DS de uma maneira bem simples: adicionando Pokémons e retirando grande parte do lance estrategista que a série clássica da Koei sempre exigiu.

Chegando ao ocidente sob o título de Pokémon Conquest, diferente do original Nobunaga's Ambition X Pokémon que deu as caras no Japão, já dá para perceber que o objetivo é deixar para trás o lance de investimento de tempo que o original exigia. Com uma grande diminuição na inspiração histórica e um aumento na quantidade de monstrinhos, o título de estratégia oferecido pela Nintendo tem o coração no lugar certo, mas acabou deixando a mecânica simplificada demais.

O conceito esquisito se provou funcional na hora de trazer o enrendo de maneira leve, com uma superficialidade que não incomoda os jogadores que não conhecem a franquia - ao mesmo tempo que soa charmoso para quem já curtiu a história dos Daimyo, os senhores territoriais da época. Os jogadores escolhem um personagem padrão, do sexo feminino ou masculino, para dar início a aventura, ambos acompanhados de um Eevee. Na pele de um próprio warlord, sua missão é conquistar os 17 territórios da região Ransei, perseguindo Arceus, o lendário pokémon que supostamente aparece apenas para o general que conquistar todos os reinos.

Todos os personagens da história real, como Oichi, irmã de Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi e Ginchiyo Tachibana, são resumidos a linhas de diálogo que se encaixam em esteriótipos da cultura dos animes e mangás, em traços igualmente típicos. A mudança acaba ficando charmosa e interessante de observar, trazendo diferenças na história original para que o enredo não ficasse tão carregado de assassinatos, warlords bêbados e, bom, um Nobunaga um tanto quanto malvado.




Estratégia e feudalismo

Os terrenos temáticos de cada mapa escapam bem da desvantagem de serem pequenos. A regra de todos os territórios a serem conquistados é trazer um elemento único como tema, de maneira bem semelhante aos ginásios da série Pokémon. O reino de Viperia, nação dominada por Pokémon do tipo poison, traz um terreno cheio de poças venenosas, onde é necessário utilizar com Pokémon com habilidade de voo e com resistências a envenenamento. Outros ambientes exigem que os jogadores dominem um certo número de bandeiras por algumas rodadas, o que demanda manobras como deixar os mais resistentes em um posto único e partir para o ataque apelando para as já conhecidas vulnerabilidades de tipos de monstrinhos.

Suas tropas ficam espalhadas nos territórios conquistados, cada um suportando até seis guerreiros e seus respectivos Pokémon. Na hora das batalhas, caso você enfrente um reino cheio de Pokémon de fogo, reunir todos os seus monstrinhos de água é só uma questão de migrar de um reino para o outro. Ainda é possível delegar missões para os guerreiros que não são convocados para a batalha ao lado do protagonista, como buscar por ouro, treinar os monstrinhos e desenvolver o link entre as duplas - nada que vá influenciar de maneira tangível no resultado final do título. Uma boa manobra para contornar a dificuldade tão leviana seria o desenvolvimento de linhas de missões paralelas mais difíceis, assim como em Final Fantasy Tactics A2.
 

Contando com 200 Pokémon de todas a gerações dos monstrinhos, outros 200 guerreiros também estaram disponíveis para serem achados e capturados. Cada um dos guerreiros possui um link perfeito com um pokémon único, fato que incentivaria a busca pelos pares, não fosse a dificuldade quase nula oferecida por Conquest. Sua força, que é sempre medida pelo número total de Pokémon no mesmo território que o seu, dificilmente estará abaixo dos próximos terrenos a serem conquistados e, caso o mesmo ocorra, algumas batalhas para treinar, ou até o uso de uma tática com mais foco em vulnerabilidades, serão o bastante para se equiparar a seus inimigos.


Após mesas de pinball, brawlers e safaris, a adaptação de Pokémon para o reino dos RPGs táticos chega a ser o spin-off mais plausível que a franquia já enfrentou. O Japão feudal, que serve como pano-de-fundo, podia ter sido mais bem explorado, mas funciona bem nos termos em que é apresentado - apesar da dificuldade devagar quase parando do resultado final, o que não se esperaria de um crossover envolvendo o complexo Nobunaga's Ambition. Com um traço simpático, uma animação caprichada para os monstrinhos e música condizente, é difícil não enxergar o charme de Pokémon Conquest, por mais que o jogo não se esforce nas questões mecânicas.

Pokémon Conquest

7.5

Bom

Lançamento: 18/06/12

Produtora: Tecmo Koei

Distribuidora: Nintendo

Jogadores: 1

Gênero: RPG

DO QUE GOSTAMOS

Nova cara pro Japão feudal
RPG de estratégia simplificado
Muitos personagens e monstrinhos

DO QUE NÃO GOSTAMOS

Dificuldade rasa
Jogo muito curto
Autor da análise
Julianna Isabele
Estudante de design de produto e modelagem 3D nas horas vagas, a dona da coluna Sandbox é a favor dos jogos como forma de expressão artística. Considera uma grande baboseira a maioria dos jogos que focam em gráficos realistas - mas vejam bem, sem generalizações. Exímia jogadora de Katamari, é o tipo de pessoa que prefere jogar no Easy sempre que possível.