Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Prototype 2
James Heller quer vingança
02/05/12 às 21:09 - Por Jefferson Kayo
PC Xbox 360 Playstation 3
Prévia


Em 2009, quando o primeiro Prototype estava para dar as caras nos consoles, o momento foi injusto com ele. Mais ou menos mesma época, pelas mãos da Sony, inFamous havia sido lançado e as comparações eram inevitáveis. Mesmo assim, Prototype se deu bem no final das contas. Quase três anos depois, Prototype 2 dá continuidade a infestação que destruiu Nova York, agora, com Alex Mercer como seu pior pesadelo.
 
Foram 14 meses desde o caos do outbreak que ocasionou todos os eventos do primeiro Prototype. O vírus Mercer havia sido contido e a paz reinava mais uma vez. Até, é claro, que uma nova infestação tomasse conta da cidade, agora muito mais abrangente. No foco da ação, o soldado James Heller culpa o ex-herói Alex Mercer pela morte da sua família (esposa e filha), e tudo levava a crer que a culpa de todos os atuais problemas era mesmo de Mercer. Mas por quê?
 
O maior trunfo da continuação de Prototype é a transformação de Alex Mercer, de herói (ou quase isso) para a maior ameaça que o mundo já presenciou. É preciso culhões para guinar uma continuação com tamanha força. O único problema é que essa mudança na forma de pensar do personagem não foi bem elucidada durante o jogo. Para isso, uma série em quadrinhos dividida em seis partes e distribuída digitalmente pela Dark Horse é a ponte que une ambos os jogos e dá maiores detalhes da trama.
 
De volta ao game, ele é exatamente o que uma boa continuação deve ser. Melhorias gráficas que não tiram sua identidade, uma mecânica de jogo aprimorada, missões paralelas que fazem sentido e um novo herói - mas que na verdade não mudou quase nada em relação ao anterior. Algo que precisa ser pontuado aqui, é a dificuldade de Prototype 2: molezinha. E nem é porque você está mais poderoso do que antes (o que não é verdade), o jogo ficou muito aquém da sua dificuldade original.
 
Segunda profissão: açougueiro

 
Prototype 2 não poupa tripas, sangue e formas grotescas de eliminar qualquer um que apareça pelo caminho. Da mesma forma que no anterior, você consegue dar conta, sozinho, de hordas de mutantes com uma chicoteada - e o efeito é muito bacana, com as pessoas imóveis, deslizando para o lado, em câmera lenta, partidas no meio -, mergulhando em queda livre e causando um impacto colossal ou transformando alguém em uma bomba viva. Isso sem contar todo o arsenal de metralhadoras, bazucas, lança-granadas e veículos como tanques de guerra e helicópteros.
 
Basicamente mais do mesmo, o jogo não abandonou os elementos que fizeram o primeiro ser tão promissor. Mesmo a inteligência artificial continua a mesma. Se um soldado está de frente para você no momento em que você usa algum dos seus poderes, já era. Tanques e helicópteros são chamados instantaneamente para detê-lo. Agora, se você escala uma parede sem as mãos, salta do Empire States ou desce planando bem na sua frente, "ok, você não é uma aberração, pode seguir sua vida normalmente". É difícil de engolir esse tipo de situação quanto todo o resto se encaixa no todo de uma forma mais sóbria.
 
As missões paralelas, maior alvo de crítica no primeiro game, estão mais condizentes com o todo. Nada de apostar corrida pegando bolinhas, escalando prédios e coisas do tipo. Quer dizer, você ainda escala prédios e persegue materiais tóxicos que foram derrubados dos helicópteros, mas esse tipo de missão agora é derivada de alguma situação pré-estabelecida. Chamadas de "Blacknet", você precisa invadir os computadores das bases militares e colher as informações necessárias para seguir em frente. Todas elas lhe contam um pouco mais da história do jogo e a recompensa vem na forma de upgrades para sua mutação. O mesmo vale para os colecionáveis, sítios de exploração e laboratórios secretos, espalhados pela ilha de Manhattan e que podem ser acessados entre uma missão principal e outra.
 
Fugindo um pouco da mesmice de uma continuação sem novidade alguma, agora temos novos poderes mutantes para Heller. Um tipo de radar faz com que você persiga pessoas de forma bastante simples (substituiu a visão biométrica do anterior). Outra novidade é uma espécie de tendão de carne podre (Tendrill) que faz com que o herói prenda seus inimigos em uma espécie de teia, ao mesmo tempo que todos os destroços próximos ao objeto preso sejam arremessados contra ele. Além disso, você conta com o poder de transformar alguns mutantes em bombas vivas, que causam mais ou menos o mesmo efeito destruidor do tendrill. São poucas as mudanças, mas não transformam o jogo num refugo monetário que poderia ser lançado via DLC.
 
Autolog viral


Como não poderia deixar de ser, mesmo em um jogo que não tem nada a ver com o tópico, Prototype 2 conta com seu próprio Autolog. Claro que ele não é chamado assim, mas tem exatamente o mesmo propósito: comparar pontos com seus amiguinhos. A todo momento, indicadores "Fulano beat you in XXXX" são mostrados no canto inferior da sua televisão. Um ranking com todos os seus amigos da PSN (ou LIVE) é disponibilizado e você é lembrado da sua colocação.
 
E são todos desafios simples, que eventualmente você será obrigado a realizá-los, mesmo sem querer. Derrote 30 inimigos com um lança-granadas em 30 segundos, atropele o maior número de infectados em 30 segundos com um tanque, e tantos mais (os 30 segundos foram um acaso). Além disso, Prototype 2 vem com um Season Pass para uma série de novos desafios chamados Radnet, que serão liberados nos próximos meses. Não são lá grandes coisas, mas dão um tiquinho de vida a mais para o game.
 
Prototype 2 é uma verdadeira evolução. Mantém as características do seu precursor, adiciona melhorias (principalmente na parte das sidequests) e tenta direcionar o jogador de uma forma mais enxuta através do mundo aberto proporcionado por ele. É bom, não tira a sua diversão, pelo contrário. As constantes cutscenes não o deixam esquecer dos fatos já vividos durante as mais ou menos 15 horas de jogo (contando com as sidequests). Infelizmente não gera a mesma comoção do primeiro game, mas provavelmente fará o novato na série buscar conhecimento no anterior.

Prototype 2

8.0

Ótimo

Lançamento: 24/04/12

Produtora: Radical

Distribuidora: Activision

Gênero: Ação

DO QUE GOSTAMOS

Mecânica de jogo aperfeiçoada
Melhorias nas sidequests
Guinada na trama

DO QUE NÃO GOSTAMOS

Inteligência artificial defasada
Sem o impacto do primeiro game
Autor da análise
Jefferson Kayo
Jornalista de joguinho e pseudo apresentador do Go! Game. Nutre em seu peito um sentimento de nostalgia para os botecos com fliperamas e do escambo entre um passe de ônibus e três fichas. Também acha que Smash Bros. não é jogo de luta.