Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Saint Seiya - Chapter Sanctuary
Me dê sua força, Pégasus!!!
17/09/09 às 00:00 - Por Jefferson Kayo
PlayStation 2
Notícias
Prévia
Galeria



Um jogo com os Cavaleiros do Zodíaco era algo que todo fã da série queria ver. Os mais velhos tiveram a oportunidade de brincar com o Saint Seiya para NES - algo que não deveria merecer nem uma menção nesse texto -, mas estavam igualmente insatisfeitos. O milagre da redenção surgiu em 2005, quando a Dimps resolveu por as mãos na massa e criar o primeiro jogo dos guerreiros de Athena para as novas (até então) gerações. Saint Seiya - Chapter Sanctuary era para ser o jogo definitivo de Cavaleiros que todo mundo queria ver, mas devido à inúmeros vacilos na jogabilidade, entra para a lista dos jogos que "só gosta mesmo quem é fã da série".

Visualmente falando, ele cumpre seu papel. Ele até é bem bonito, fugindo do cel-shading básico existente nos jogos de anime. Apesar dos cenários repetitivos - as Doze Casas -, eles eram bem fiéis aos vistos na série oitentista. Uma neblina aqui, um pilar quebrado ali, uma grande estátua da Athena com um relógio de fogo e pronto, fidelidade à série. As armaduras brilhantes, os personagens magros e esguios, com golpes cheios de luzes e aqueles efeitos de troca de cena remanescentes dos jogos de Naruto. O jeito meio emplastificado de Seiya, Mu, Shiryu e companhia pareceu não incomodar muito os jogadores, tanto que os gráficos do jogo dificilmente sofrem críticas muito pesadas.

Por ser um empreendimento da Dimps, todo mundo já esperava algo com jogabilidade ao menos agradável, visto a quantidade de jogos de luta que a empresa produziu. Todavia, o resultado não foi nada animador. Personagens pesados, com pouca movimentação, sem comandos especiais para golpes (os famosos 'hadoukens' e 'shoryukens') e o pior, condenados a ficarem presos no chão frio do Santuário porque não existe um comando para pular no jogo. Os ataques se limitavam à dois botões de golpes, um de especial, uma defesa e um botão exclusivo para fazer o lutador correr no cenário - que também não era muito útil, pois eles demoravam a se mexer. O resultado disso tudo foi uma jogabilidade rasa, repetitiva e enjoativa, que contrastava absolutamente com todo o empenho da empresa em criar um visual à altura da fama dos Cavaleiros do Zodíaco.

Nessa hora, talvez o bom senso dos produtores resolveu agir e eles acabaram investindo nos modos de jogo e quantidade de personagens. Criaram um modo história bem divertido, recontando os acontecimentos das doze casas zodiacais com muitas lutas e cutscenes refeitas exclusivamente para o jogo. Existe também um modo inverso, e esse aqui bastante divertido, que faz o jogador assumir o papel dos 'vilões' da história. Aí é necessário impedir que Seiya e seus amigos consigam alcançar o topo das Doze Casas usando todos os Cavaleiros de Ouro espalhados pelo Santuário. Pode parecer uma tarefa fácil, afinal são 13 (contando o Gêmeos duas vezes) contra apenas cinco magrelinhos meia boca, mas a treta é furiosa. Nunca mais você vai tirar sarro do Meteoro de Pégasus na sua vida!

O elenco de personagens mantém um número até que alto para o gênero (jogos de luta baseados em anime - que não são DBZ), com 24 guerreiros à sua disposição, mais algumas versões alternativas, como armaduras quebradas, Sapuris (as armaduras negras) e versões douradas dos Cavaleiros de Bronze. Cada um deles tem seus golpes e, com exceção do Camus e Hyoga - que são muitíssimos parecidos -, cada um tem seus golpes únicos e extravagantes. Um show de luzes para os olhos.

Saint Seiya - Chapter Sanctuary ganhou uma continuação para tentar arrumar os problemas do primeiro jogo, e, miraculosamente, conseguiram piorar tudo que era bom e mantiveram as coisas ruins, por isso o review é apenas sobre o primeiro jogo da série. Recomendado, mas não muito.

Saint Seiya - Chapter Sanctuary

6.5

Bom

Lançamento: 07/04/05

Produtora: Dimps

Distribuidora: Bandai Games

Jogadores: 1-2

Gênero: Luta

DO QUE GOSTAMOS

Gráficos bacanas
Golpes especiais
Música cantada na última batalha

DO QUE NÃO GOSTAMOS

Falta de mobilidade
Cenários repetitivos
Falta de mais golpes e variações
Autor da análise
Jefferson Kayo
Jornalista de joguinho e pseudo apresentador do Go! Game. Nutre em seu peito um sentimento de nostalgia para os botecos com fliperamas e do escambo entre um passe de ônibus e três fichas. Também acha que Smash Bros. não é jogo de luta.