Sakura Wars: So Long, My Love
Sakura Wars: So Long, My Love
28/04/10 às 00:00 - Por Administrador
Wii PlayStation 2
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Adeus. Era o que a série Sakura Wars deveria ter dito antes mesmo de ser lançado. O jogo que chegou ao Japão em 2005 lançado pela Sega e estava esquecido em um canto sem fazer mal a ninguém. Aí a NIS América resolveu mexer no lixo dos outros e nos trazer esse título, que honestamente, não faz diferença alguma, nem para os jogadores de PlayStation 2 nem para os de Wii.

Na terra do sol nascente este é o quinto jogo da série, o primeiro que se passa nos EUA mostrando que robôs gigantes também existem na região do Tio Sam. A história conta que Shinjiro Taiga, se une à Star Division da New York Assault Force para proteger o território americano contra demônios que infestam as ruas. Ele chega desacreditado pela equipe e se esforça para ser reconhecido entre seus companheiros.

A história é interessante e a ambientação de 1928 leva o título para longe do reino da fantasia. Mas o problema é que você só vai sentir este jogo com um RPG depois de três horas. Primeiro você vai passar por um longo período de conversas, lembrando aqueles jogos de simulação de encontros. A interface mostra os diálogos mostrando imagens estáticas dos personagens e as suas falas e dependendo da resposta de Shinji, elo de amizade aumenta ou diminui. Além disso, o início do jogo é permeado com cenas de anime muito bem desenhadas e garantem vários momentos de diversão para os otakus. 

A pegadinha é que todas as respostas de Shinji devem ser respondidas em menos de cinco segundos, dando pouco tempo para que você leia as respostas e decida quais delas escolher. Algumas vezes você tem certeza que se der tal resposta vai ser mal interpretado, outras o certo e o errado são separados por uma linha muito tênue.

A dublagem no entanto fica devendo - e não é pouco. Nem parece que a localização foi feita pela NIS America, que fez trabalhos excelentes em Disgaea, Phantom Brave e Lapucelle Tactics. A voz de Shinji, por exemplo, só aparece em combate e em poucas cenas animadas, sem falar que o cara que o dubla não passa nenhuma das emoções escritas nas legendas e situações que ele se encontra. Isso também se aplica para todos os outros personagens do jogo. Ainda bem que a NIS foi sensata e colocou dois discos dentro da caixa, um com áudio em inglês e outro em japonês. Por isso, escolha jogar com o disco com áudio original – seus ouvidos agradecerão.

Deixando a parte da conversa de lado, o sistema de batalha é bem interessante. Os movimentos com os robôs são simples e intuitivos. Com essas máquinas a estratégia sempre tem que ser a primeira opção, levando em consideração os ataques em conjunto e os golpes especiais que causam dano em área. Dependendo da relação de Shinj com outros personagens os golpes em conjunto podem causar mais ou menos dano. Por isso que é bom saber como se relacionar com todas as garotas da equipe para depois ter vantagens nos combates.

É bom lembrar que só existem save points entre os capítulos, o que desencoraja aquelas partidas rápidas de cinco minutos – se ligou o jogo é bom estar preparado para jogar pelo menos uma hora. Isso também nos lembra que a versão de Wii não oferece nada além do que existe no PlayStation 2, na verdade os gráficos do console da Nintendo sofrem com a taxa de compressão dos vídeos, mostrando diversos artefatos de pixelização – o que não faz nenhum sentido.

No geral, Sakura Wars: So Long, My Love é mais um daqueles jogos que chegaram tarde demais e cheira a desespero. Se a NIS tivesse algo bom para lançar, não utilizaria o recurso de buscar um título tão velho para lançar aqui no ocidente. Fica a recomendação para os fãs de anime – e olha lá.

Sakura Wars: So Long, My Love

4.5

Ruim

Lançamento: 30/03/10

Produtora: Sega/Idea Factory

Distribuidora: Sega

Jogadores: 1

Gênero: RPG, Simulador