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Ultimate Marvel vs. Capcom 3
A versão definitiva que deveria ter saído em fevereiro
10/01/12 às 18:10 - Por Jefferson Kayo
Xbox 360 Playstation 3 PS Vita
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Se não fosse o curto prazo de lançamento (apenas nove meses após o jogo original) e um infeliz pronunciamento de Ryota Niitsuma, produtor do game, dizendo que "esse é o jogo que deveria ter sido entregue em fevereiro", Ultimate Marvel vs. Capcom 3 poderia ter se saído melhor nas vendas e talvez até aclamado como o melhor jogo da franquia Vs. da Capcom para o fã, abandonado há 10 anos.

É preciso ressaltar, no entanto, que a estratégia de mercado da Capcom em lançar continuações (quer dizer, "atualizações") dos seus jogos mais populares não é novidade. A diferença é que o bolso atingido hoje é do jogador, não mais o do dono do fliperama que você jogava quando era mais novo. Aí, a coisa fica mais real, ainda mais nesse mundo de DLCs que vivemos atualmente.

Elenco renovado

Ultimate Marvel vs. Capcom 3 chega com um time de novos lutadores bastante interessante. A começar pelo retorno daquele que não deveria nunca ter abandonado o cast original, Strider Hiryu. O ninja futurista chega rápido, com uma infinidade de novos mix-ups e dois Hyper Combos de nível 3 (Ragnarök e Ouroboros). No entanto, sua energia diminuta transforma o lutador em uma aposta não tão segura, caso você não seja um mestre das feras robóticas.

Além dele, temos ainda duas inserções que remetem imediatamente ao apelo dos fãs, com o advogado Phoenix Wright e o espírito da vingança personalizado pelo Motoqueiro Fantasma. Ambos os lutadores permaneciam no topo da lista dos mais requisitados pelos jogadores, e só por isso - vamos fingir que esses dois personagens não estão nos planejamentos estratégicos das duas empresas, com filmes para o cinema engatilhados para 2012 e toda uma campanha publicitária para elevar suas respectivas popularidades - eles estão no game.



Do lado da Capcom chegam: Strider Hiryu, Phoenix Wright, Vergil, Frank West, Firebrand e Nemesis T - Type. Dos quadrinhos da Marvel temos Iron Fist, Nova, Doctor Strange, Ghost Rider, Rocket Raccoon e Hawkeye. Com certeza a lista não agradou à todos, mas foi digna o suficiente para elevar o hype do jogo e criar novos tiers para serem odiados.

(Re)Balanceamento do jogo e dos personagens

UMVC3 corrigiu problemas de programação e acalantou corações rebalanceando alguns personagens do seu antecessor. Glitches foram removidos, X-Factor sofreu uma redução (mínima) de força, além de poder ser aciondo no ar, Crossover Combos que aumentam uma barra de HC sempre que efetuados com sucesso (e com a alavanca para baixo), e é claro, a Phoenix não é mais a mesma (apesar de continuar bastante irritante).

Lógico que o jogo não está livre de bugs ou glitches. Perspectivas que mudam sozinhas, golpes que acionados juntos, travam o jogo, combos infinitos e demais complicações vão aparecendo aos poucos, graças a jogadores dedicados que se "disponibilizam" a transformar a vida dos desenvolvedores um inferno. No final, graças aos patchs de atualizações, a comunidade está é prestando um favor a todos os jogadores (e desenvolvedores) ao encontrar esses problemas.

O grande problema está no fato de UMVC3 ser praticamente o mesmo jogo, apenas com um ajuste fino em determinados aspectos. Não dá para categorizá-lo como uma sequência, tampouco um novo game. É o mesmo lá de fevereiro, só que maquiado, para a felicidade (ou infelicidade) geral da nação.

O game acabou de fazer um mês de vida, ainda está engatinhando nos campeonatos e as tier lists foram (quase) zeradas. Já existem jogadores se destacando com novos personagens - Iron Fist e Hawkeye, por exemplo -, mas é cedo para apontar dedos. Quem sabe daqui a dois ou três meses, talvez?

Heróis e Arautos



Como um "presente" aos compradores de UMVC3, o modo Heroes and Heralds foi habilitado na forma de uma atualização do jogo no dia 19 de dezembro. Ele trouxe consigo um modo extra que possibilita a personalização do seu estilo de luta graças a um sistema de cards de habilidade que você vai colecionando à medida que derrota seus inimigos.

Existem campanhas online e offline. As online demandam que você permaneça em um time (heróis ou arautos) até o término da jornada. São divertidas porque incentivam o trabalho de equipe, já que a sua vitória faz parte de um todo, sempre. Para a versão offline, algo mais prático e rápido, mas também um tanto quanto chato, já que a dificuldade do CPU não é lá grandes coisas.

As regras do jogo são de fácil assimilação. Você precisa dominar cada uma das áreas vencendo disputas. Essas partidas vão se tornando mais difíceis de acordo com o seu avanço na dominação do território. A "Hit List" serve para você encontrar certos inimigos marcados como líderes de área, que, quando derrotados, são marcados na forma de uma cartela de bingo. Ao completar uma coluna (vertical, horizontal, diagonal, ou mais de uma ao mesmo tempo, de preferência), você habilita uma fase bônus. Essa fase, quando completada 100%, lhe dá um card raro para a personalização do seu time.

Para os cards, é possível criar inúmeras novas mecânicas de jogo. Dá para transformar UMVC3 em um clone de, por exemplo, BlazBlue (com um card que faz o X-Factor ser acionado como um burst, outro card que dá a habilidade de dash aéreo para todos os personagens e mais uma que possibilita uma espécie de 'rapid cancel' em super moves). As habilidades disponíveis são bastante variadas, e vão desde o preenchimento de energia automático para o último personagem até super armor, barras de HC infinitas e envenenamento após combos de 15 hits ou agarrões. Tem até um card que aciona o parry para você, fã de SFIII.

Você sempre pode criar decks com até três cards, e cada um deles possuem duas habilidades, uma principal e outra secundária. No seu deck, dê preferência a um card, deixando os outros dois como complementos. Para a melhor formulação dessas habilidades, é preciso ficar esperto nas cartas que se completam, até triplicando a eficiência do seu deck, caso seja montado da forma ideal. É diversão 'pra mais de hora'.

Online ajustado



O modo online foi o que mais se distanciou de seu antecessor. Agora com a possibilidade de assistir as batalhas dos demais participantes do Lobby (que suporta até oito jogadores, com headsets). Para evitar lentidão, a cada partida o jogo escolhe um dos participantes da sala para servir de host do Spectator Mode. A ele cabe o dever de não abandonar a partida, porque se o fizer, todos deixam de assistir à luta.

Os delays de input para os comandos também foram reduzidos. Durante partidas entre brasileiros (com boas conexões), lags e delays são praticamente inexistentes. O mesmo não vale para as disputas no modo ranqueado contra jogadores de outros países, mas, ainda sim, melhoraram em relação à versão anterior.

Com novos personagens, cenários, modos de jogo, um online ajustado e ainda o bônus (chatíssimo) de poder jogar com Galactus, Ultimate Marvel vs. Capcom 3 tenta encontrar seu espaço no (novo) competitivo mundo dos jogos de luta. Não foi a melhor estratégia da Capcom, irritou muitos jogadores devido ao seu lançamento precipitado, mas não por isso deixou de provar seu valor. Continua divertido e empolgante, de fácil aprendizado (para suas funções básicas) e deve ser uma das estrelas dos torneios de 2012.

Ultimate Marvel vs. Capcom 3

8.0

Ótimo

Lançamento: 15/11/11

Produtora: Capcom

Distribuidora: Capcom

Jogadores: 1-2

Gênero: Luta


Site oficial do jogo

DO QUE GOSTAMOS

Novos lutadores
Modo Heroes & Heralds
Versão definitiva

DO QUE NÃO GOSTAMOS

Lançamento precipitado
Poucas modificações em relação ao anterior
Autor da análise
Jefferson Kayo
Jornalista de joguinho e pseudo apresentador do Go! Game. Nutre em seu peito um sentimento de nostalgia para os botecos com fliperamas e do escambo entre um passe de ônibus e três fichas. Também acha que Smash Bros. não é jogo de luta.