Jogos de smartphone para jogadores não-casuais
Dica de alguns dos games mais interessantes para o seu bolso
10/07/12 às 23:06 - Por Vinícios Duarte



O que seria de nós sem os smartphones? Costumo dizer que este aparelho milagroso é o substituto perfeito para os momentos que você está longe do videogame. No busão, na fila do banco, na faculdade ou no trabalho, ele não pode faltar no seu bolso. As plataformas iOS e Android estão povoadas de jogos de tudo quanto é tipo, especialmente os casuais - aqueles rápidos e descompromissados. Mas nem todo mundo gosta de games como Angry Birds, Cut the Rope, Where's My Water?, Fruit Ninja... Há aqueles jogadores que preferem algo mais elaborado, com história, missões, e uma boa duração.

Neste especial listarei alguns dos melhores games não-casuais disponíveis para ambas as plataformas. Isto não é um top 10 ou algo do tipo, mas sim indicações com base na minha experiência ao jogar cada título. Vamos lá...

Shadowgun

O jogo de combate em 3º pessoa da Madfinger lembra Gears of War em vários aspectos, como protagonista truculento, sistema de cobertura e cenários futuristas. A trama acontece em 2350, colocando você na pele do infame caçador de recompensas John Slade. Sua missão é derrubar o Dr. Edgar Simon, que está construindo um exército de ciborgues e mutantes para defender corporações intergalácticas corruptas, que abusam do poder e da lei.

Além do visual caprichadíssimo, que não perde em nada para a atual geração de consoles, o jogo oferece bastante ação e chefes de fase. As interações touch dão um toque extra, fazendo o jogador pensar rápido para não levar chumbo. Para os donos de smartphones e tablets com Tegra 3 (da Nvidia), há ainda a versão THD de Shadowgun. É o mesmo game, mas com um generoso upgrade no visual.

A atualização The Leftover (trailer abaixo), disponível gratuitamente para quem comprou o game, continua a história com quatro novas fases, armas, criaturas e mais. É como ganhar a sobremesa depois de saborear o prato principal.



Modern Combat

Modern Combat é, descaradamente, o Call of Duty: Modern Warfare da Gameloft. Mas na real, isto não importa uma vez que o jogo possui seus próprios méritos e entrega diversão solo e multiplayer. A franquia já soma três jogos: Modern Combat: Sandstorm, Modern Combat 2: Black Pegasus e Modern Combat 3: Fallen Nation.

Sandstorm saiu apenas para iOS e recebe atualizações até hoje. A mais recente otimizou o game para iPhone 4 e trouxe ao jogo o modo multiplayer (com algumas limitações) sem cobrar nada dos jogadores que haviam comprado antes. Na campanha solo são 10 missões, com diversas armas e veículos. Originalmente lançado em 2009, o game possui visual modesto mas disfarça bem com efeitos de física e boas interações com o toque na tela e giroscópio.

Black Pegasus foi lançado para iOS e Android trazendo melhorias no visual, na jogabilidade e especialmente no modo multiplayer, permitindo até 10 jogadores em rede local ou online em quatro modos diferentes. O sistema de experiência original de CoD: Modern Warfare foi incorporado ao jogo, deixando-o tão divertido quanto. Na campanha, você encara 12 missões pelo Oriente Médio, Europa e América do Sul, com 15 novas armas baseadas em modelos reais. Até mesmo os  momentos de infiltração em câmera lenta estão presentes.



O título mais recente, Fallen Nation (trailer acima), é superior aos jogos anteriores em todos os aspectos. São 13 missões, de Los Angeles ao Paquistão, com objetivos bem variados. Há veículos e perseguições, novas interações touch, e um multiplayer ampliado para até 12 jogadores em 7 modos diferentes.

Se você não jogou nenhum game da franquia Modern Combat, vá direto para o terceiro game e seja feliz. As histórias são fechadas, então você não estará perdendo nada.

Dead Space

A franquia de sucesso da EA para consoles é igualmente fantástico na versão exclusiva para smarthphones. Você acompanha a história de Vandal, unitologista recém-convertido, em uma missão nas minas da nave Titan Station, que orbita em Saturno. Ao realizar a missão, Vandal descobre que a infestação de Necromorph foi causada por ele mesmo, tendo que resolver o problema para escapar vivo e salvar a tripulação.

O game é ambientado em 3º pessoa e todo adaptado para jogar com a tela sensível ao toque. Você consegue fazer tudo sem dificuldades: golpear, pisar, correr, mudar o ângulo de corte da Plasma Cutter, trocar de armas, recarregar munição e energia, usar o Kinesis e Stasis, e mais. Nem preciso mencionar o visual, né? São seis ambientes completamente distintos para explorar. Mas o maior mérito fica mesmo para a trilha sonora. Ela o envolve tanto que é impossível não tomar sustos (especialmente se você jogar com fones de ouvido). A história aproveita para preencher a lacuna entre o game original e a sequência, com muitas reviravoltas. Dead Space ainda oferece três armas clássicas e duas novas, Plasma Saw e Core Extractor. Um prato cheio... de Necromorphs desmembrados!



Backstab

Esse aqui é o Assassin’s Creed da Gameloft. E assim como no game da Ubisoft, Backstab conta a história de um assassino. Tem parkour, lutas com espadas, ação furtiva e tudo mais. Porém não deixa de ser um jogo divertido e muito bem produzido. Há cenas caprichadas em CG, a história não é lá tão rasa como parece, e a aventura dura boas horas. O jogo impressiona também pela precisão da jogabilidade ao toque na tela, tornando fácil realizar tarefas como escalar, correr, atacar e se defender. Mas não espere batalhas muito elaboradas comos as promovidas por Ezio ou Desmond.

A aventura toda acontece nas Ilhas do Caribe do século XVIII, onde o protagonista Henry Blake passa por quatro cidades e ambientes como selvas, praias e até mesmo um vulcão. A ótima trilha sonora dá um tom épico ao game, junto de diálogos muito bem dublados. A única falha aqui fica por conta da câmera, que muitas vezes atrapalha ou causa bugs no jogo. Fora isso, o game vale cada centavo.



Six-Guns

Continuando os plágios descarados, este é o Red Dead Redemption da Gameloft. O doido é que o game é gratuito em todas as plataformas. No oeste selvagem, você controla Buck Crosshaw em um mundo aberto ambientado no Arizona e Oregon. São 40 desafios com objetivos variados, como defender um território, perseguir ladrões, e enfrentar ondas de inimigos. Você tem à seu dispor oito cavalos distintos e 19 armas, fora outros itens como roupas para o protagonista. E é aí que entra a pegadinha: alguns destes itens são pagos. Acho justo, já que o jogo é completo e muito bem feito.

Em uma atualização recente foram incluidos novas missões com zumbis e outras criaturas, o que só aumentou a vida útil do game. Há também as missões secundárias, compostas de minigames simples como tiro ao alvo - bons para coletar moedas extras e gastar no shop. Se você curte games de faroeste, Six-Guns é obrigatório!



9mm

O “copiar e colar” da Gameloft continua com 9mm, game que bebe da fonte de Max Payne. Você controla John “Loose” Kannon, um policial durão que tem como missão acabar com a guerra entre gangues e prender seus chefões. Ou seja, sair atirando na bandidagem feito louco e em câmera lenta. A campanha solo acontece no México, passando por diversos cenários manjados (discoteca, fábrica, subúrbios ricos) e com direito a hip-hop e rap na trilha sonora.

O game oferece também um modo multiplayer para até 12 jogadores em rede local ou online. São quatro mapas e dois modos de jogo: Free for All e Team Deathmatch. Simples e divertido. 9mm é um prato cheio para quem procura ação desenfreada, com gráficos de ponta, horas de jogo, e bons desafios.



N.O.V.A.

Sabe o Halo? Então, a Gameloft fez um igual. E sim, é bom como tudo que ela copia. Se não fosse bom, a Gameloft já teria falido há muito tempo. N.O.V.A. 3, o mais recente da franquia Near Orbit Vanguard Alliance, é também o game mais pesado já produzido para smartphones e tablets. Ocupa mais de 2GB na instalação e exige processador gráfico de ponta - no mínimo um Tegra 2.

Não vou comparar em detalhes cada game até porque eles não diferem muito um do outro. Nos três a aventura acontece no espaço, em planetas diferentes e com inimigos terrestres e aéreos. O visual evoluiu a cada game, mas N.O.V.A. 3 está anos luz à frente de todos os games do gênero. Além de belo, o jogo conta com efeitos de sombra e luz em tempo real, sistema de partículas, física ragdoll, entre outros feitos.

N.O.V.A. 3 ainda mescla alguns conceitos de Crysis, dando novos poderes ao protagonista Kal Wardin. A campanha solo oferece 10 fases, várias armas, veículos e até um robô gigante. O modo multiplayer, o mais lapidado que já joguei até então, permite 12 jogadores em seis mapas e seis modos de jogo (Capture the Point, Free-for-All, Capture the Flag, etc.).



Se você não conhecia algum destes games listados, compre sem medo de se arrepender. Mas se achar muito caro, seja paciente e aguarde as promoções relâmpago de 1 dólar por jogo. Adquiri alguns jogos assim e admito ter ficado com peso na consciência, pois são games que valem muito mais que 1 dólar.

Autor do especial
Vinícios Duarte
Roqueiro e doido por games desde pequeno, trabalha como designer do Portal PlayTV e escreve matérias sempre que sobra um tempinho. Nos games, curte um pouco de tudo mas prefere os gêneros de ação e RPG. Também não perde um bom filme e acompanha o máximo de séries possíveis. Agora quando o assunto é rock, cospe conhecimento sobre os mais variados estilos e tenta acompanhar os principais shows no Brasil.
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