2011 está quase acabando e não dá para negar que foi um ano muito importante para a indústria de games. Tivemos vários lnçamentos, novidades e revelações que influenciaram não apenas a indústria gringa, mas também a nacional. É por isso que resolvemos eleger os 10 momentos mais importantes para os games em 2011.
10 - Modern Warfare 3 chega no Japão com estrondo

Foi-se o tempo em que o Japão era o lar de games malucos e RPGs recheados de personagens com um quê de androginia. Um lugar em que os gráficos tremendamente realistas não fazem sucesso. Acontece que Call of Duty fechou a trilogia Modern Warfare esse ano, batendo, novamente, recordes de venda em números absurdos (775 milhões de doláres em uma semana) e o povo da terra nipônica decidiu dar uma olhadinha para os ocidentais.
Black Ops já tinha vendido muito bem por lá ano passado, mas o que impressiona é que MW3 saiu na mesma semana que Ni No Kuni para Playstation 3 e continuou na frente, com 180 mil cópias vendidas contra apenas 60 mil. Pode ser um indício de que a indústria japonesa esteja caminhando para outros lados. Outra surpresa foi o produtor de Final Fantasy, Yoshinori Kitase, dizendo que a série corre o risco de virar um RPG de ação, após anos de tradição na franquia principal da série.
9 - Consumidores sem grana para todos os games

Não teve jeito: 2011 foi um dos melhores anos para a indústria de games. Desde o início do ano até o final, vimos jogaços chegando de baciada às lojas. Só que esse cenário todo é perigoso: será que há espaço para todo mundo no mercado? Será que há consumidores suficientes para comprar esses jogos todos e dar lucro para todas essas empresas?
De acordo com um comunicado divulgado pela GameStop, o mercado de games já começa a ver as consequências de tantos jogos de peso chegando ao mesmo tempo. "Tínhamos expectativas de boas vendas por conta do número de grandes jogos, mas os consumidores não tiveram bolso suficiente para comprar os produtos que queriam, já que todos
esse títulos foram lançadas semana após semana", disse Tony Bartel, presidente da rede varejista.
As empresas gastam os tubos desenvolvendo jogos de altíssima qualidade, mas chega uma hora que não há gente suficiente para comprar tudo. Resultado: estúdios poderão fechar e franquias poderão deixar de existir, ainda mais com o crescimento do mercado de jogos via download baratos para dispositivos móveis. É cedo para falar em bolha do mercado de games, mas fica aí o aviso.
8 - Nuuvem e XOGO

O Steam reinava absoluto como fonte inesgotável de boas ofertas em matéria de distribuição digital de jogos. Mas como o serviço é estrangeiro, quem mora fora dos Estados Unidos fica dependendo da cotação do dólar e ainda precisa utilizar um cartão de crédito
internacional, que nem todo mundo tem.
Para salvar a galera, estrearam no Brasil em 2011 as lojas Nuuvem e XOGO, ambas com catálogos bem atualizados e preços muito em conta - com dólar beirando os R$ 2, dá até para achar jogos mais baratos que no Steam. E as duas plataformas ainda aceitam formas de pagamento que incluem boleto bancários e até débito em conta. Tá certo que nenhuma delas bate o Steam quando o assunto é promoção de fim de ano, mas o primeiro passo já foi dado.
7 - Rayman a R$ 99

Jogo é caro no Brasil - os importados e os fabricados aqui pela Sony chegam geralmente a R$ 199, e a culpa é sempre dos impostos. Só que a Ubisoft decidiu lançar Rayman Origins, candidato a melhor game de
plataforma do ano, a módicos R$ 99 (contra US$ 59,99 cobrados nos Estados Unidos).
Qual o segredo? Vai saber, mas a Ubisoft já avisou que pretende "lucrar com o volume de vendas", já que o mascotinho deverá atrair muitas famílias e crianças para o mundo dos games. Mesmo assim, não descobrimos o segredo ainda: se eles vendem por R$ 99 e vão lucrar com o volume, é porque dá para lucrar sim vendendo jogo importado a R$ 99.
Não sabemos ainda porque Call of Duty: Modern Warfare 3 e os jogos da Sony ainda saem por R$ 199, sendo que esses têm potencial para vender muito mais que Rayman. Nos falaram de royalties, uma palavra que nós nunca ouvimos falar nos últimos anos quando o assunto é preço de jogo. Parece que só a Ubisoft aprendeu a fazer direito.
6 - Anúncio do Wii U

Todo mundo já desconfiava que um novo console da Nintendo seria anunciado durante a E3 deste ano, afinal inúmeros rumores sobre o assunto já estavam bombando e estava mais do que na hora da Nintendo ter um console com gráficos em alta definição.
O Wii U foi anunciado durante a E3 2001 e traz um controle com tela sensível ao toque que interage com a tela da televisão. Muitas pessoas acharam criativo e inovador, outras ficaram com o pé atrás e estão esperando por mais novidades. Mas o fato que define este ser um dos grandes momentos de 2011 nos games é porque um novo console com gráficos em alta definição da Nintendo será lançado em 2012.
5 - Chegada da próxima geração de portáteis

O PS Vita chega no Japão no dia 17 de dezembro e nos EUA no dia 26 de fevereiro, quase sete anos após o lançamento de seu antecessor. A promessa é trazer gráficos ainda mais potentes, em uma tela de OLED. O Nintendo DS fez um sucesso estrondoso em seu lançamento, já que o uso da touch screen abria porta para muitas inovações na questão da jogabilidade, o que fez o PSP ficar para trás no passado, mesmo com gráficos melhores. Agora, o Vita vem equipado de uma touch screen e uma touch pad traseira, o que pode facilitar a vida dos desenvolvedores na hora de pensar fora da caixa. E não para por aí, o portátil já tem uma lista bem extensa de games que serão lançados na mesma data em que o portátil chegar às lojas.
Em contra partida, o Nintendo 3DS surgiu mais cedo, no dia 9 de julho por aqui, promovendo a famosa tecnologia do 3D sem óculos. Alguns games, como Devil Survivor, fazem um uso minúsculo da tecnologia, já que o Nintendo 3DS chegou bem parecido com o Nintendo DS, apenas com gráficos melhorados e a capacidade 3D, não oferecendo tantas novidades como era esperado. A lista de games para o portátil também decepciona, além de ser a maior das preocupações de seus usuários. Os games first-parties são o carro chefe por aqui, mas será que um console vive exclusivamente de Marios e Zeldas?
4 - A invasão dos jogos em português

Esse ano marcou uma verdadeira invasão dos jogos em português. Claro que já tivemos games traduzidos antes, mas 2011 foi decisivo para isso. Diversas empresas resolveram fazer a sua parte e lançar por aqui suas pérolas em nossa língua.
Praticamente todos os hits do ano ganharam suas versões verde e amarela como: Uncharted 3: Drake's Deception, Batman Arkham City, Assassins Creed Revelations, PES 2012, Gears of War 3, Forza 4, Dance Central 2, O Senhor dos Anéis: A Guerra do Norte, etc. Além disso, grandes empresas já estão atrás de tradutores para seus games, o que revela que em 2012 teremos ainda mais opções por aqui. Essa atitude mostra que o mercado de videogames está aquecendo e que está valendo a pena traduzir os jogos porque mais e mais brasileiros os estão jogando.
3 - GTA V

A Rockstar decepcionou os seus fãs quando anunciou que não participaria da E3 2001. Todos estavam esperando por um possível anúncio de GTA V, o que não aconteceu. Porém no começo de novembro a produtora revelou o tão aguardado Grand Theft Auto V, que voltará para Los Santos. Ainda não há detalhes sobre a trama ou a data de lançamento, apenas um trailer brilhante para deixar todos os jogadores ansiosos por mais informação.
A Rockstar também divulgou mais notícias sobre Max Payne 3. O jogo finalmente será lançado em março do ano que vem, após inúmeros atrasos, e parte da trama será na cidade de São Paulo. A Rockstar mandou uma equipe de funcionários para pesquisar marcos da cidade e inserir no jogo.
2 - PSN no Brasil

A empresa que se limitava a dizer que o Brasil não tinha estrutura ou consumidores suficientes para justificar que sua loja digital chegasse ao Brasil, finalmente deu o braço a torcer. A chegada da PSN brasileira frisa o interesse da Sony, o gigante dos eletrônicos, em finalmente investir no mercado de games por aqui. Apesar de não ter ainda todas as opções existentes em lojas de outros países, a intenção é de que tenhamos cada vez games dentro do ecossistema criado pela Sony para o Playstation.
1 - Preços de consoles reduzidos

O console de alta definição da Microsoft já era importado oficialmente para cá, mas a chegada da produção do console por aqui trouxe preços um tanto quanto surpreendentes, apenas R$799 em sua versão mais simples, acompanhado de games first party ao preço de R$129. Quem estava acostumado a ver por aí os vídeogames da geração saindo por exorbitantes dois mil reais, ficou um tanto quanto feliz de ver o preço final do resultado.
Correndo atrás do atraso, a Sony e a Nintendo também baixaram o preço de seus consoles, trazendo o Playstation 3 ao preço de R$1499, o Wii por R$699 e o Nintendo 3DS ao preço de R$799. O Wii, que agora ocupa o espaço de console mais barato, já era o mais barato mundialmente, mas a mudança demorou para chegar por aqui - e ainda não é de muito agrado, já que o pacote nacional oferece manual em português e transformador bivolt, sem incluir o nosso idioma para os menus dentro do console ou nos games. A Sony, pelo outro lado, baixou o preço de seu console e investe pesado em localizações para o nosso país, o que indica que o futuro pode ser mais agradável por aqui em uma próxima geração de vídeogames, que está logo ali, daqui um ou dois anos.
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