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Lollipop Chainsaw
Sangue cor-de-rosa embalado em muito rock'n'roll
22/05/12 às 17:53 - Por Julianna Isabele


Olhando de longe, uma líder-de-torcida caçadora de zumbis não soa tão agressivo quanto os enredos menos convencionais de Suda 51. Para quem já contou histórias sobre lutadores de wrestling que se mataram por causa de depressão ou otakus assassinos, uma história como a de Juliet Starling, protagonista de Lollipop Chainsaw, soa até leve. A mocinha, que se apresenta com curvas generosas, uma voz estridente e uma cara de adolescente mimada, é o pacote perfeito para a abordagem menos complexa de absorver planejada pela Grasshopper Manufacture.

O enredo é consideravelmente mais simples do que outras obras do estúdio, como a sátira da história de Orfeu cheia de piadas maliciosas que foi Shadows of the Damned. Juliet vem de uma família que possui o gene da caça a mortos-vivos e acaba topando com uma infestação zumbi no seu colégio, San Romero High School, ambientado em uma Califórnia fictícia. O acidente ocorreu graças a um dos colegas da protagonista, o vilão gótico chamado Swan. Além do causador de todo o mal que arremata o colégio de Juliet, outros vilões do rock pretendem atrapalhar a vida dos jogadores em Lollipop Chainsaw, como o punk Zedi, o metaleiro Vikke, o rei do funk Josey e a mestre da psicodélica Mariska.

 

Desmembramentos e romance em um jogo só

Juliet também contará com o auxílio de seu ex-namorado, Nick. O moço acabou sendo infectado por um dos mortos-vivos e a única maneira que Juliet encontrou de salvar seu amado foi arrancando sua cabeça fora. Mesmo com nenhum orgão, Nick será motivação o bastante para nossa heroína durante sua jornada. James Gunn (diretor do longa de horror/comédia Slither), que deu uma ajuda no roteiro e descreveu a relação entre os dois como uma adição de delicadeza e profanidade.

Junto de Nick, as irmãs de Juliet, Rosalind e Cornelia, marcaram presença na hora de dar em que a coisa aperta. Diferente de Nick, que apenas serve como "acessório" na hora de Juliet atacar os mortos-vivos, Rosalind e Cornelia terão suas próprias habilidades. Cornelia, a irmã mais velha da protagonista, poderá atirar em zumbis a distância com um rifle, enquanto a caçula Rosalind vai dirigir um ônibus escolar. A jogabilidade, que se baseia em combos feitos com o uso de ataques fortes e ataques fracos, ganha maior diversidade em uma lojinha para habilidades extras. Um modo semelhante ao bullet time, chamado Sparkle Hunting, deixará tudo em câmera lenta.
 


O design de cada batalha com os chefes é responsável por grande parte das sessões exóticas do jogo. A jogabilidade ganha variedade maior com ambientes que brincam com novas temáticas. Nas sequências em que Juliet precisa alcançar Josey, por exemplo, é preciso entrar em um ambiente neon que lembra o universo de Pac-Man, seguido por outro cenário que lembra a ação plataforma de Elevator Action.

Ao finalmente alcançar o chefão, Juliet irá se deparar com um vilão em um disco voador, cercado de garotas seminuas e lançando bombas 8-bits. Já Zedi, ao se deparar com a protagonista, faz questão de gritar xingamentos um tanto quanto pesados em seu microfone, que se transformam em letreiros brilhantes que precisam ser desviados. Essas fases servem para ter uma ideia de que Lollipop Chainsaw tem uma premissa simples, mas não é, nem de longe, uma obra "fácil" de engolir.

As influências óbvias de Lollipop Chainsaw deixam o título com um teor alto de sarcasmo, com um humor não tão palatável para quem não é muito fã do estilo escrachado dos filmes grindhouse. Após tantas obras de Suda 51, é difícil acreditar que a aventura de Juliet será um sopro de ar fresco no catálogo dos consoles de alta-definição, mas logo a versão final do game estará por aí para nos desmentir. Será?
 

Autor da prévia
Julianna Isabele
Estudante de design de produto e modelagem 3D nas horas vagas, a dona da coluna Sandbox é a favor dos jogos como forma de expressão artística. Considera uma grande baboseira a maioria dos jogos que focam em gráficos realistas - mas vejam bem, sem generalizações. Exímia jogadora de Katamari, é o tipo de pessoa que prefere jogar no Easy sempre que possível.
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